MIDIATIZAÇÃO E PROCESSOS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA¹

Coordenação:
Pedro Gilberto Gomes – Doutor pela Universidade de São Paulo (docente da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS)

Participantes:
Antônio Fausto Neto – Doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales – França (docente da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS)
Jairo Ferreira – Doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (docente da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS)
José Luiz Braga – Doutor pela Universidade de Paris – França (docente da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS)

Resumo
Pretende-se refletir sobre a midiatização enquanto fenômeno que corresponde a dinâmicas amplas, produzidas por processos complexos que incidem sobre a organização e funcionamento da sociedade, em escala mundial. Significa a transformação da “sociedade dos meios” na “sociedade midiatizada”, pela qual cultura, lógicas e operações midiáticas afetam, relacional e transversalmente, a própria sociedade, no âmbito de suas práticas.

Palavras-chave:
Midiatização; Rede Prosul; América Latina; Processos sociais; Produção de sentido


A construção do tema no campo acadêmico da comunicação

O tema da midiatização é um objeto de estudo recente na literatura acadêmica, ou seja, tão contemporâneo quanto as manifestações do seu funcionamento nos campos sociais. O seminário levará em conta um conjunto de referências bibliográficas indicadas e comentadas, e sobre as quais registram-se esforços para pensar o funcionamento da midiatização.

A bibliografia dos estudos do campo da comunicação situa, de modo geral, a transição da “sociedade dos meios” para a “sociedade da midiatização” como um registro-chave para se entender a instalação progressiva e intensa do que alguns chamam de uma “nova ambiência” (Gomes, 2007), de uma “nova ordem bio-midiática” (Sodré, 2006) ou ainda da “vida à distância” (Lasch, 2005). Nestas condições, o elemento que faria a “transição” entre uma e outra poderia ser compreendido como “processos de comunicação”, enquanto práticas diversas, mas que ainda estariam restritas ao mundo dos próprios media.

Como primeira paisagem, destaca-se a “sociedade dos meios”, aquela caracterizada pela existência dos meios (VERÓN, 2004), ou na qual os meios se caracterizariam por uma centralidade e protagonismo (MATA, s/d). Nesta perspectiva, estariam a serviço da organização de novos processos de interação dos campos sociais, numa espécie de prática de “regime representacional” (RODRIGUES, 2000), aspecto que apontaria para a autonomia relativa de que disporiam face à existência dos demais campos e suas dinâmicas.

Estas percepções e ocorrências são contemporâneas à discussão sobre campos/campos sociais; algo que se definiria como mais do que um conceito, espécie de objeto da investigação das Ciências Sociais Aplicadas, compreendido enquanto um lugar onde se materializariam disciplinas, projetos éticos, competências e seus processos de comunicação (RODRIGUES, 2000; ESTEVES, 1998). As preocupações em torno deste conceito atravessam, de modo recente, os processos de institucionalização do ambiente científico da área da comunicação. Suas ressonâncias geram novos “objetos” de formação e de investigação acadêmica. São indagações que se presentificam também em vários contextos investigativos, seja na América Latina, seja na Europa (Silverstone, 2001).

No caso brasileiro, as reflexões sobre o conceito do “campo da comunicação” precedem as atuais sobre a da midiatização, como lugar onde ancoram as primeiras construções sobre a fisionomia do que viria a ser a midiatização. Parece-nos, efetivamente, que a passagem das discussões de uma sociedade para outra tem sido o momento em que deslocamos nossas observações sobre a noção de campo para um outro “lugar”: o de processos – instância em que ele se poria “em ato”.

Mas, a partir daí, institui-se uma segunda paisagem: a intensividade e diversidade de práticas comunicacionais – a partir da convergência tecnológica – através de processos midiáticos e nas suas mais diferentes linguagens, chamam atenção para a emergência de novos cenários, e que são os efeitos destas ocorrências, enquanto transformações nos protocolos de interação social.

O aparecimento de tecnologias convertidas em meios, segundo novos e complexos regimes de produção, recepção e de circulação (VERÓN, 1997), dinamiza as práticas sociais. Produzem alterações em seus regimes de expressão e de funcionamento (interação), pela incidência de lógicas, operações e estratégias de mídias, instalando na sociedade um novo “regime de estruturação de vínculos”.

Neles, as mídias deixam de ser apenas um campo e produzem, por seus processos e dispositivos, afetações de tal ordem na organização social, pelo deslocamento de suas lógicas, que permeiam e transformam a própria natureza da sociedade, enquanto ambiente e suas interações. São tais configurações que denominam a existência de uma nova ordem comunicacional, cujo foco deixa de ser os meios no interior de regimes de mediações (MARTÍN-BARBERO, 1986), mas enquanto um novo bios, na medida em que se define como uma espécie de “nova realidade” (LUHMANN, 2000), aquela da midiatização.


Constituição de uma rede temática

O desenvolvimento de uma rede temática envolvendo a Universidade do Vale do Rio dos Sinos, a Universidade de Buenos Aires, a Universidade Nacional de Rosário, a Universidade Católica do Uruguai e a Universidade Nacional da Colômbia, através dos seus programas de pesquisas e de ensino na área de comunicação — âmbito de pós-graduação — ao longo do período de 2005/2008, teve como marco central a instalação, nas práticas sociais do contexto latino-americano, de processos crescentes de tecnologias convertidas em meios de interação social nas esferas da produção, circulação e recepção de mensagens, em âmbitos do campo midiático propriamente dito, assim como envolvendo a relação deste campo com outros, bem como múltiplos atores sociais.

Este fenômeno, que se traduz no conceito da midiatização, repercute intensamente, ao longo de uma década, sobre as práticas acadêmicas, especialmente aquelas de natureza investigativa desenvolvidas nos ambientes universitários de ensino e de pesquisa da comunicação midiática.

Não sendo apenas um fenômeno brasileiro e latino-americano, a midiatização corresponde às dinâmicas mais amplas, produzidas por processos complexos, que incidem sobre a organização e funcionamento da sociedade, em escala mundial. De modo específico, significa a transformação da “sociedade dos meios” (que deixa de ser caracterizada por aquela marcada pela existência de dispositivos sócio-técnico-discursivos que intermediam intensamente a interação entre os campos sociais) em sociedade onde a cultura, lógicas e operações midiáticas afetam, relacional e transversalmente, a própria sociedade, no âmbito mesmo de suas diferentes práticas.

Entretanto, foi no Brasil que se estruturaram os primeiros esforços analíticos sobre o fenômeno da midiatização e, de modo específico, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul. Na história deste programa, a sua reforma acadêmica e pedagógica elegeu a midiatização, através dos processos midiáticos, como objeto de sua área de concentração e de suas linhas de pesquisa no período 1998/2008.

Ali, no âmbito de suas atividades, especialmente as dos pesquisadores signatários desta pesquisa concluída, examina-se, ao longo da década, o estudo pontual e sistemático deste conceito, manifestando-se tais cuidados e escolhas pela proposta curricular do PPG, via a matéria de suas disciplinas. Como resultante das investigações conduzidas por seus professores e das teses e dissertações dos doutorandos e mestrandos ali matriculados — oriundos de diversas instituições brasileiras, e mesmo internacionais, que lidam com a problemática da midiatização em suas práticas sociais — foram ali produzidas 32 teses, 29 dissertações e 21 monografias de conclusão de curso que tiveram a problemática da midiatização como foco temático e problema de pesquisa.

Tais escolhas e procedimentos de trabalho significam responder, no âmbito do ensino e da investigação, às questões postas pela centralidade que representa a cultura das mídias, como um problema específico presente na sociedade contemporânea, através de manifestações e de operações realizadas por um conjunto de dispositivos, processos e estratégias de natureza tecno-simbólica, instaurando o que se chama “ambiente midiático” no seio dos processos de sociabilidade da vida dos campos sociais.

Este quadro de fundo se constitui num fator que estimulou a constituição desta Rede de Pesquisa, na medida em que seus cenários significaram para nós o implemento deste formato de cooperação no âmbito mais abrangente – latino-americano – no qual a problemática da midiatização também se manifestaria de modos diversos.

Tais escolhas envolvem preocupações com os processos midiáticos como uma questão estratégica, dando ênfase ao exame de elementos que se reportam à midiatização das instituições, a saber, como a cultura, a lógica e as operações de cunho midiático se oferecem como referência para o funcionamento das práticas institucionais, bem como as instituições de diferentes matrizes que se fazem, elas mesmas, permear por “insumos” desta cultura para construir suas políticas de interação e de reconhecimento.

Em função destas questões em debate e algumas delas já consolidadas em produtos, é que esta mesa é proposta como espaço no qual se pretende também apresentar e refletir alguns resultados desta investigação.


Proposta da Mesa

A mesa pretende apresentar os trabalhos de sua atividade durante três anos, quando refletiu sobre a midiatização, fenômeno que avança de modo intenso na sociedade. Seus expositores pretendem refletir sobre os processos midiáticos como questão estratégica para os estudos de comunicação, enfatizando elementos que se reportam à midiatização das instituições.

Os relatos pretendem mostrar como a cultura, a lógica e as operações de cunho midiático se oferecem como referência para o funcionamento de práticas institucionais, e como as instituições de diferentes matrizes se fazem, elas mesmas, permear por insumos dessa modalidade de cultura. Essas problemáticas serão especificadas através de estudos específicos, nos quais se descrevem os mecanismos que ilustram o funcionamento da midiatização, apresentando-se ainda hipóteses e comentários analíticos que orientaram as pistas sobre as quais se desenvolveram as atividades da rede, dentre as quais a produção de um livro, em lançamento.


TÍTULOS E RESUMOS DOS PARTICIPANTES DA MESA

Resumo 1

O processo de midiatização da sociedade e sua incidência em determinadas práticas sócio-simbólicas na contemporaneidade. A relação mídia e religião.
Pedro Gilberto Gomes

Resumo: O artigo reflete as relações do campo religioso com a problemática da midiatização, a partir de questões sobre as raízes históricas que envolvem a religião com a mídia eletrônica. Enfatiza, como hipótese, que o conceito de midiatização é uma espécie de nova ambiência, em cujo âmbito se engendram também novas práticas comunicacionais do campo religioso.

Aponta que esta tendência não supera, contudo, a realidade segundo a qual as religiões cristãs, ao se aventurarem no mundo das mídias, ainda permanecem numa antiga ambiência, ou seja, olham o mundo midiático apenas como dispositivo tecnológico. Para situar a importância que a midiatização tem para novas práticas de “fazer religião”, o autor sustenta a hipótese segundo a qual o conceito de midiatização é o ponto de chegada, uma vez que expressa mudança de grande transcendência.

Ela se destaca como princípio de inteligibilidade social e, por ser uma problemática vasta e abrangente, requer um diálogo com diferentes matrizes que examinam a comunicação midiática segundo perspectivas mais complexas.


Resumo 2

Mudanças da Medusa? A enunciação midiatizada e sua incompletude
Antônio Fausto Neto

Resumo: O capítulo examina as transformações da enunciação jornalística a partir do fenômeno da passagem da “sociedade dos meios” para a “sociedade midiatizada”. Descreve, a partir de marcas, mudanças de uma “enunciação representacional” para uma “enunciação de auto-referenciação” midiática.

Toma como referência fragmentos discursivos jornalísticos no contexto das mídias brasileiras. Tais mudanças incidem nos processos de construção dos discursos jornalísticos, especialmente sobre seus “modos de dizer” e seu próprio lugar interpretativo.


Resumo 3

Um caso sobre a midiatização: caminhos, contágios e armações da notícia.
Jairo Ferreira

Resumo: Neste artigo, apresentamos uma investigação que discute o conceito de notícia a partir da análise da circulação de enunciados. Observando eventos sobre ONGs, noticiados em dispositivos assinados por sites noticiosos e não noticiosos na Web, procuramos respostas a três questões específicas:

  • Qual a relação entre o reconhecimento do “evento referente” entre instituições jornalísticas e não jornalísticas?
  • Em que medida essa circulação em geral e específica da notícia está relacionada aos capitais das instituições protagonistas?
  • Qual a relação entre as disposições discursivas e a circulação (em geral e específica) da notícia?

As duas últimas questões referem-se às relações de um produto midiático com os processos sociais mais amplos.


Resumo 4

Processos de aprendizagem para uma sociedade de interação midiatizada
José Luiz Braga

Resumo: O capítulo tem como ponto de partida uma concepção de midiatização como processo interacional de referência, em instauração na sociedade contemporânea. Percebendo os desafios postos por essa situação, procura refletir sobre a aprendizagem requerida para que o cidadão tenha, nesse âmbito, uma socialização relevante.

O principal eixo do capítulo é o propósito de observar espaços de sociedade e de processualidade educacional nos quais respostas e encaminhamentos para essa formação sejam desenvolvidos. Comenta, assim, os seguintes âmbitos principais: dispositivos sociais de crítica midiática; experiências educacionais em forte vinculação com contextos imediatos; reflexão educacional teorizante e/ou transversal aos contextos; e uma percepção – de campo comunicacional – das características e desafios estabelecidos pela midiatização em seu desenvolvimento como processo interacional de referência.

Propõe, finalmente, a necessidade de articulação de experiências nestes âmbitos, assim como de reflexões transversais que levem em conta os aportes e as tensões mútuas entre eles.


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¹ Mesa apresentada no XXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Natal, RN – 2 a 6 de setembro de 2008. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.